Não tenho uma maneira de ser, simplesmente sou!

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Palavras ditas por mim são apagadas da tua história, sons vindos de mim são abafados por múrmuros gigantes os quais tu dás ouvidos. Falo, grito, expludo e mesmo assim ninguém me ouve. Voz apagada por tudo o que o mundo tem. Palavras esquecidas, e pensamentos ignorados.
Questiono-me.. Para quê falar se ninguém nos dá ouvidos? Tento ser ouvida, entendida e de nada vale. Fico sem forças, sem vontade e sem qualquer tipo de necessidade em me expressar. Torno-me um fantasma num mundo onde as pessoas dizem viver.
Questiono-me.. Que faço eu aqui? Mundo cruel e sem sentido, mundo no qual eu não me encaixo, sinto-me uma peça a mais neste puzzle chamado Universo.
Quero gritar... Quero gritar o mais alto possível e mesmo assim saberia que tu não me ouvirias.
Quero trancar-me, prender-me, selar-me, fugir, desaparecer. Quero distância. Quero o meu mundo de volta, aquele que é só meu, aquele que eu me perdia por horas a fio. Quero voltar a ficar sozinha no meu canto onde eu poderia falar e só eu me poderia ouvir.
Desisto de falar palavras incompreendidas por almas ainda mais perdidas que a minha. Não consigo viver sem me fazer escutar, mas prefiro fugir a ter de perceber que contigo não consigo ficar.

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