Não tenho uma maneira de ser, simplesmente sou!

sábado, 18 de janeiro de 2014

A morte tornou-se o meu único desejo

Sinto a humilhação percorrer todo o meu corpo. Dor é o que sinto na sua passagem. Um ardor flamejante sobre cada veia do meu corpo. Lágrimas saem como rios num dia de tempestade. Gritos que mais parecem gemidos de dor. E tudo à minha volta se torna pedra. Nada consigo ver devido à dor, nada consigo fazer. Quero dormir para sempre mas cada vez que os meus olhos se fecham a humilhação vem com uma força tal que grito! Grito de raiva, grito de não aguentar mais. Confiar nunca foi para mim e quando o fiz todo o meu mundo foi destruído. Gozada por toda a gente, usada como um brinquedo. Sinto-me lixo, sinto-me nada. Morrer tornou-se o meu único desejo. A destruição perdeu interesse a vingança o mesmo. O único corpo que deve sofrer é o meu, por ter confiado no que não devia, por ter amado o que não devia, por ter sido otária! Todo o meu corpo sofre todos os dias, o veneno percorre as veias e o ardor é tremendo, não consigo suportar viver, não consigo suportar a vida. Tudo o que desejo é a morte.

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