Eu realmente não sei o que fazer, não sei como ficar. Sinto uma dor forte no peito e nada consigo fazer para a acalmar. Parece-me que me vão arrancar o coração mas antes que o estão a apertar. Tal é a força que ás vezes nem consigo respirar. Posso arranca-lo duma vez para parar de doer? Posso voltar a congelalo, a matalo a fazelo desaparecer? Esta dor não é normal, esta dor é sureal, não sei como viver com ela. Causadora da minha fraqueza, dona do vazio. Tenho frio apesar de estar com calor. Tenho vontade de dormir apesar de nem os olhos conseguir fechar. Todos os lados que eu olhe vejo-te a ti. Todos os cheiros que sinto são o teu. Todas as vozes que ouço é a tua. Porque eu não consigo viver assim, não sem ti, não sem abraçar-te. Não sem ouvir-te dizer quer tudo vai ficar bem... Não sem ter-te ao meu lado durante a noite e ao acordar... Não sem saber que estás bem... Tu já fazias parte de mim.
Odeio-te! Odeio-te por me fazeres tanta falta, odeio-te por nem sequer teres tentado voltar, odeio-te por não me amares, odeio-te por me teres tomado como garantida, odeio-te por me teres mentido, odeio-te por te amar! E podes ter a certeza que vais ter um lugar especial neste pequeno coração que é o meu, um lugar onde o odio reina, e onde tu deixas-te um buraco bem fundo! Partiste-me o coração como nunca outro rapaz o tinha feito.
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