Não tenho uma maneira de ser, simplesmente sou!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Nada...

O céu ganhou uma tonalidade negra, nada se consegue ver, nada se consegue sentir. Tento chegar a algum lado mas tudo se encontra vazio. Que mundo será este? Que lugar tão medonho, tão sem sentido… Tento obter respostas mas nada consigo perceber. Paro… Como vim eu parar a um lugar tão obscuro? Nem eu própria poderia imaginar tal existência. Foi aí que ouvi algo, o som parecia distante… Era algo que em toda a minha vida nunca teria ouvido. Seria imaginação? Era algo parecido com um som de um pássaro a voar e com o de um cavalo a galopar, conseguia ouvir algo a cortar o vento e ao mesmo tempo a pisar o chão com uma força tal que nem eu entenderia… O chão começou a tremer,  estava mais perto mas o que? O que seria aquilo? Estaria eu morta ou iria morrer agora? Só podia ser um sonho, nada daquilo poderia existir, nada daquilo poderia sequer fazer sentido. Tentei beliscar-me tentei ver se acordava mas nada… Parecia tudo tão real. Quando dei por mim estava eu também a tremer mas de medo, em poucos segundo aquilo conseguiria  chegar até mim. Que iria acontecer-me? Iria eu voltar a ver? A sentir? Algo que fez correr, talvez fosse o medo ou o pânico, mas não poderia estar a li… Não assim...desprotegida. Corri com todas as forças que tinha mas estas não foram as suficientes. Senti algo perfurar o meu peito, aquilo que ouvira chegara perto o suficiente para me conseguir ferir… Senti o meu coração a arder, senti tudo aquilo que antes não conseguia sentir. Vi algo … não conseguia distinguir bem o que era mas parecia ter saído do meu peito era algo tão vermelho, e tão pequeno…Vi e senti tudo o que durante a minha vida poderia ter acontecido e depois nada… Foi então que tudo se apagou.

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