Não tenho uma maneira de ser, simplesmente sou!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Outro texto ^^

As aulas tinham acabado e eu como todos dias, estava a ir para casa sozinha. Não tinha companhia porque morava mais longe que todos os outros. Por isso aproveitava sempre para pensar, ou como muitas das vezes reparava em cada pessoa que por mim passava. Não parava de pensar em como sendo todos tão diferentes, eram todos fotocópias uns dos outros, fazendo sempre as mesmas coisas e agindo de modo igual, sem se aperceberem. Mas passou um rapaz por mim, um rapaz que eu reconhecia, não era da escola, era doutro sitio.Ou talvez simplesmente fosse parecido a outro alguém que eu já virá! Achei-o diferente, não era como todos os outros, era... Como eu! Diferente, agindo de forma descontraída.
Fui o caminho todo para casa a pensar nele, e a pensar de onde é que o conheci-a. Não cheguei a nenhuma conclusão. Ao deitar-me voltei a pensar nisso e lembrei-me! Ele era o rapaz que vira no Colombo era ele... Com o mesmo cabelo castanho comprido, com as mesmas botas pretas, com o casaco preto de cabedal até ao chão e com os óculos que não me permitiam ver no que ele pensava!
Uma semana passou e eu todos os dias pensava nele e esperava vê-lo ao ir para casa! Mas ele nunca apareceu...
Numa manha, durante as férias de Natal, eu decidi ir correr. Estava muito frio , mas mesmo assim decidida eu fui. Comecei a correr , sentindo-me a gelar, corri sem saber para onde ia , só os meus pés me guiavam, quando dei por mim não sabia onde estava. Olhei em volta e nada vi, como é que eu me atrevi a sair de casa de manha com tanto nevoeiro, e sem telemóvel.Comecei a andar a tentar encontrar algo, mas só conseguia ver branco, tropecei e caí... Só me lembro de acordar na minha cama sem saber como tinha voltado para lá! Estava como nova, parecia que tudo tinha sido um sonho, mas eu sabia que não tinha sido, ainda estava com a roupa de ginástica vestida. Levantei-me devagar e fui à casa de banho lavar a cara, ao sair encontro o meu Pai que me pergunta:
- Vais sair com este nevoeiro?
-Hum... Era para ir mas decidi não ir- Respondi-lhe enquanto pensava que era melhor não lhe contar.Ele foi-se embora a rir às gargalhadas.
Passei dias e noites a pensar nessa manhã e decidir repeti-la mas desta vez não iria desmaiar. Numa manha voltei a acordar sedo e a ir correr, estava tanto nevoeiro como naquele dia e eu deixei-me guiar pelos meus pés. Quando me apercebi já estava outra vez no vazia, no buraco branco onde me enfiei, e comecei a andar. Decidi fingir que caía e desmaiava.
Estava no chão de olhos fechados e comecei a ouvir passos a aproximarem-se até se chegar tão perto que comecei a ouvir o que a pessoa, que pela voz parecia um rapaz, dizia:
- Oh... meu amor, estás sempre mal, eu não aguento assim , não consigo pensar em perder-te. Assim só me fazes querer transformar-te prematuramente. A tua falecida mãe deixou-me como teu guardião e ela dizer-me que eu teria de esperar até fazeres 16 anos para te poder ajudar a libertares-te!
Ele levou-me a casa e pôs-me sobre a cama, assim fiquei até adormecer, quando acordei. Não queria acreditar no que ouvira, a mãe que eu nunca tinha conhecido, arranjou-me um anjo da guarda! Fiquei confusa, e não sabia o que significava aquilo de me libertar aos 16 anos. Só sei que não faltava muito para tal acontecer, só faltavam 3 dias.
Passaram 2 dois, era véspera do meu aniversário e também de ano novo! Não sabia o que fazer, só sabia que tinha que estar sozinha, precisava disso. Então depois de jantar, saí e fui passear, como estava em casa dos meus avós fui dar uma volta à Serra, sentei-me na beira de um lago, onde costumava passar os Verões a brincar.
Pensei no rapaz que passara por mim , e no meu anjo da guarda, sabia que ele ia ter comigo, no dia seguinte... ou... seria que ele vinha ter comigo à meia noite? Não tinha resposta mas tinha perguntas. Por isso esperei, deitei-me na relva e fiquei a admirar a lua cheia e brilhante. Fechei os olhos e quando os voltei a abrir a Lua estava mesmo por cima de mim , devia ser meia noite, ou quase, pois ainda não tinha ouvido o fogo de artificio. Sentei-me, e ouvi o primeiro foguete a rebentar, e nesse preciso momento ouvi algo estranho vindo do outro lado do lago, fiquei assustada e com vontade de fugir, a minha cabeça dizia para sair dali a correr, mas o meu coração não, eu queria saber o que me iria acontecer! Levantei-me para tentar ver melhor e mal o faço sinto um vento forte, como que algo super rápido tivesse passado por mim, olho para trás e lá estava ele o rapaz que eu tinha a certeza que conhecia. Tinha tantas perguntas, mas só uma me saio:
-Quem és?
-Eu sou o Patch.
-És o meu anjo da guarda? - Perguntei de forma inocente.
-Não , sou mais do que isso, eu não só te protejo como te irei ajudar!
-Ajudar no que?
-A tua mãe, não é como o teu pai, e tu também não. Tu és o mesmo que eu, e nós por ti esperá-mos 16 anos.
-Nós quem?
- O teu povo , todos os da tua espécie, mas para ser sincero eu esperei mais ansiosamente que eles todos- Ele disse-o e ficou corado, como nunca pensei que a pele branca como neve dele ficasse.
- Que espécie? O que é que tu és ? O que é que eu sou?
- Nós , eu e tu e todos da nossa espécie, somos Vampiros Scall ,o que quer dizer, que só nos transformamos em vampiros, tento pais vampiros, e os que são como tu, que só têm uma mãe , precisão da ajuda do seu angelus liberador!
-O que é isso do ange não sei que?
-Um angelus liberador, é uma palavra vinda do latim , que significa, Anjo Libertador, o teu sou eu , são os astros que nos unem, e que nunca nos deixam nos separarmos, como é que eu ei de te explicar isto... Bem , quando olhas para mim o que sentes? Sê sincera?
Corei mas respondi:
-Sinto o meu coração a mil , como se fosses alguém diferente e perfeito!
-Pois é isso, é como uma alma gémea, aquilo que tu sentes por mim é o que eu sinto por ti!
-Mas o meu pai é humano!
-Os astro escolheram-no a ele , e a tua mãe teve de correr atrás dele!
-Já entendi , mas o que é que me vai acontecer?
-Bem eu peço-te desculpa, pelo que te vou fazer mas não haverá outra maneira!
Ele pegou em mim , e abraçou-me , juntou os seus lábios aos meus e eu senti o mundo a voar, nunca me tinha sentido assim e tinha a certeza que o amava. Sim eu amava um rapaz que conhecera à 10minutos. Ele separou os nossos lábios e beijou-me o pescoço , sentiu a abrir a boca, e a cravar os seus caninos nele, comecei a sentir um ardor pelo meu corpo inteiro! E uma sede incontrolável! Então ele pegou na minha boca e encontrou ao seu pescoço, e disse-me:
-Morde-me meu amor, só de mim te irás alimentar, como eu farei o mesmo!
Ao morder-lhe o seu delicado pescoço , ouvi todos os seus pensamentos e vi todas as suas recordações , fiquei a saber tudo. Mas o mais importante que aprendi com isso , foi que ele me amava, tanto como eu o amava! E que eu nunca o iria largar nem ele a mim! E foi assim toda a eternidade, juntos e felizes!

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