Não tenho uma maneira de ser, simplesmente sou!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Quero saber como tudo é diferente, quero conhecer o Mundo, e saber decore quando termina e começa o horizonte. Descobrir o que à além deste país. Poder correr, sem me preocupar. Sorrir, sem medo de voltar a chorar, quero saber o quanto sabe bem andar descalça sem me magoar. Não precisar de me preocupar se estudei ou não, simplesmente saber que aquilo que não sei, aprendo sem ter de ouvir alguém a explicar. Quero voltar atrás, quero voltar a ter a inocência duma criança de 6 anos, quero fazer porcaria, e ver as pessoas a rirem por isso. Não me quero preocupar com nada, mas sei que me tenho que preocupar e com demasiadas coisas. Há momentos da vida, que nada, nem ninguém nos faz sorrir, à momentos em que perdemos a espera que nada vai melhorar. Nunca devemos pensar assim, por mais problemas que tenhamos devemos os encarar de cara, devemos sorrir, e dizer " Eu consigo, ninguém me faz desistir do que quero" . Portanto eu este verão quero, algo simples, quero ser feliz, quero ter os meus amigos por perto, quero rir com eles. Quero algo impossível de ter, Perfeição!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Story - Part I


Voltas-te? Ou simplesmente nunca te foste? Olhas-te e fugis-te, mas eu sabia que estavas a sorrir, sei que ao veres a minha felicidade por te ver, que ficaste feliz. Sei que nunca soube se existias, mas tu sempre soubeste. Porque não me procuras-te antes de eu entrar neste desespero, antes de eu cair no meio de algo tão negro que mal me deixa viver? Espero que não seja tarde de mais, para recuperar do estado em que me puxes-te.
No momento em que os nossos olhares se cruzaram eu lembrei-me de tudo, de cada segundo passado contigo. Porque apagaste todos aqueles dias da minha vida? E como é que voltas-te, sem nenhuma diferença marcada no teu rosto? Eu tinha apenas 12 anos, tu devias ter uns 17, mas para mim, a diferença de idades não existia, porque tu eras... não posso dizer príncipe encantado, como todas queriam ter, porque tu és demasiado rebelde para tu chamar.
Sinto o meu coração a mil, mesmo lembrando-me dos nossos passeios pela beira da praia em silêncio, nunca ouvi a tua voz, nunca soube quem eras. E hoje apareces-me à frente, no meu aniversário, igualzinho à anos a trás sem qualquer diferença. Corri para te apanhar, mas simplesmente desapareceste mais uma vez. Será que nunca mais te vou ver? Ou só irás aparecer à minha frente daqui a 4 anos outra vez?
Estava a caminho de casa, só pensava naquele rapaz, naquele cabelo negro como um corvo, nos teus olhos verdes, pouco mais escuros que relva, eras o rapaz mais alto que já virá na minha vida, 2,05 talvez. Quando dei por mim, estava em frente a um semáforo à espera para atravessar a estrada, olhei para todos os lados, não vinha um único carro, o sinal estava verde. No momento em que estava a meio da estrada um carro vindo de não sei aonde, vem contra mim, não me lembro de muita coisa, só de umas asas , uma negra, e outra branca, lembro-me do cabelo negro como um corvo, ERA ELE! Mas de repente desmaiei....
Acordei no meu quarto, com a mesma roupa vestida, eu lembro-me da dor do impacto do carro contra o meu corpo, mas nada tinha, nem sentia. Olhei para lado, lá estava ele, sentado encostado à beira da minha cama.
- O que fazes aqui? - Disse eu, com a voz ainda a tremer-me.
- Ainda bem que já esta bem, Carum! Se não tivesse conseguido salvar-la, não sei o que seria de mim!
- Carum? O que é isso? Porque falas de uma maneira tão... estranha?
- Carum, é minha querida.- Fez uma pausa até voltar a falar. - Eu sou um acho, chamo-me Rochel, e sou um anjo, achei que tinha chegado a altura de te levar comigo, de te tornar como eu. O teu pai também o era, e pediu-me que no momento da tua transição te ajudasse. Mas só poderei voltar daqui a 2 anos. Espera por mim!
Ao dizer aquilo, desapareceu, talvez tenha sonhado, talvez não. Mas ficarei estes anos à tua espera, sabendo que em algum lugar estarás a proteger-me: